Missões é a tarefa primordial e definitiva da Igreja do Senhor Jesus Cristo aqui na terra. Essa atividade da Igreja não cessará até que Ele venha. As Assembléias de Deus, bem no principio, encarou com seriedade essa tarefa. Somente dois anos se passaram, desde o inicio de suas atividades no Brasil, e o espírito missionário já fora despertado. Em 1913, Gunnar Vingren, pastor da Assembléia de Deus em Belém, sentiu que deveria falar a José Plácido da Costa sobre missões, isto é, sobre a necessidade de levar as boas novas a outras terras. Disse-lhe, então, num encontro: "Irmão Plácido, por que não vai pregar o Evangelho ao povo português?" Plácido não pode responder afirmativamente logo, mas compreendeu que Deus lhe falava e desejava que fosse anunciar o evangelho a outros povos.
Assim impulsionado pela chama missionária, no dia 4 de abril de 1913, através da novel igreja, José Plácido da Costa e família embarcaram no navio Hildebrand, no Pará, com destino a Portugal. Era a primeira demonstração viva e prática do espírito missionário da Assembléia de Deus.
Segundo o relato do missionário, o trabalho em Portugal foi estabelecido em maio do mesmo ano, sendo a mensagem pentecostal anunciada ao povo daquela nação.
Em 1921, também foi enviado para Portugal, José de Matos, que percorreu o país de Norte a Sul, estabelecendo contatos e fundando igrejas no Algarves e nas Beiras.
Em 1962, segundo o Mensageiro da Paz (02/10/52), foi enviado a Bolívia, pela igreja do Rio de Janeiro, o Pastor Euclides Vieira da Silva.
A Assembléia de Deus no Brasil continua enviando missionários para o exterior e, também, para o interior do país. Ela vem desenvolvendo um trabalho de incentivo a todos os cristãos que queiram servir a Cristo como mensageiros do seu Evangelho. O órgão orientador dos trabalhos missionários das Assembléias de Deus é a Secretaria Nacional de Missões, ligada à Convenção Geral. Essa secretaria tem como objetivo orientar as igrejas quanto ao envio e suporte aos seus missionários.
Atualmente, a Assembléia de Deus no Brasil mantém missionários em toda América Latina, América do Norte, e em vários países da África, Ásia, Oceania e Oriente Médio.
O nosso débito, diante de Deus, seria menor se a Grande Comissão de Jesus se resumisse somente no "fazer discípulos". Mas a expressão se completa com outro quesito que, constantemente, aponta para nós e afirma que somos devedores: "Fazei discípulos de todas as nações". Nações aqui não significa somente cada uma das 237 nações do mundo, mas cada povo que e distingue dos demais, em matéria de língua, cultura, sistema político, é uma "nação" do ponto de vista da Grande Comissão do Senhor. Logo, os grupos indígenas do Mato Grosso, do Amazonas, de Roraima, de Angola, Nova Guiné, etc, são as "nações" onde Jesus mandou que fizéssemos discípulos.
Há, pelo menos, cerca de 100 tribos indígenas no Brasil que não tem nenhum testemunho evangélico entre eles. Isto significa que há mais de 80 línguas que nada tem das Escrituras Sagradas, só no Brasil, onde vivemos. Além das outras 4.500 línguas espalhadas pelo mundo que necessitam de tradução das Escrituras Sagradas, acrescente-se ainda o desafio dos três maiores grupos religiosos do mundo (Islamismo, Hinduísmo e Budismo) que, juntos, somam 44,7% da população mundial. No ano 2000 essa população será de 2,4 bilhões de pessoas.
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