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E A BÍBLIA TINHA RAZÃO

De novo é levantado um argumento que muitos anos atrás gerou grande controvérsia: a credibilidade da Bíblia. Entretanto, escavações arqueológicas efetuadas em numerosos locais da Palestina, da Síria e de outras terras bíblicas têm trazido à superfície muitas evidências que tem feito contribuições para uma melhor compreensão ou averiguação dos relatos bíblicos. O professor W. F. Albringht, uma autoridade no assunto, faz a seguinte observação sobre a arqueologia bíblica:

"Graças às pesquisas modernas, reconhecemos agora a historicidade essencial dela (A Bíblia). As Narrativas acerca dos Patriarcas, de Moisés, do Êxodo, da conquista de Canaã, dos Juízes, da monarquia, do exílio e da restauração foram todas confirmadas e ilustradas a um ponto que, quarenta anos (ou mais) atrás, seria considerado uma impossibilidade". [1]

Apesar de tantas evidências a favor da Bíblia, a Revista Super Interessante do mês de julho trouxe como tema de capa o assunto: Bíblia o que é verdade e o que é lenda . Nesta matéria seu autor afirma que religião e a ciência disputam a posse da verdade há tempo. Utilizando-se da filologia (estudo da língua e dos documentos escritos), da arqueologia e da história chegou à conclusão que a Bíblia é "uma coleção de mitos, lendas e propaganda religiosa".

Para o autor desta matéria a Bíblia contém 73 livros (pelo que entendemos ele incluiu os apócrifos que são no total 7 livros: Tobias após o livro canônico de Neemias, Judite após o livro de Tobias, Sabedoria de Salomão após o livro canônico de Cantares, Eclesiástico após o livro de Sabedoria, Baruque após o livro canônico de Lamentações, 1 Macabeu e 2 Macabeu após o livro canônico de Ester). A igreja Romana aprovou os apócrifos em 18 de abril de 1546, para combater o movimento da reforma protestante, que se iniciava. Nessa época, os protestantes combatiam violentamente as novas doutrinas romanistas: do purgatório, da oração pelos mortos, da salvação mediante obras, entre outras. A igreja Romana via nos apócrifos bases para essas doutrinas, e, apelava para eles, aprovando-os como canônicos. Estes livros foram por um bom tempo ainda sendo publicado nas Bíblias, não porque fossem inspirados, mas por conter valor literário e histórico. Somente em 1629 os evangélicos os omitiram de vez nas Bíblias editadas, para evitar confusão entre o povo simples que muitas vezes não conseguia discernir entre um livro inspirado por Deus e um apócrifo (não inspirado).

MERECE CONFIANÇA O ANTIGO TESTAMENTO?

O autor da matéria ainda diz: "O Velho Testamento, aceito como sagrado por judeus, cristãos e mulçumanos , é composto de 46 livros que pretendem resumir a história do povo hebreu....". Pelo que sabemos; os apócrifos somente são aceitos pela igreja Católica Romana e pela igreja Ortodoxa Grega como canônicos, para os judeus em qualquer época da história, a tanach (Antigo Testamento) era composto de 24 livros sendo 5 livros da Lei, 8 livros dos profetas, 11 escritos. Isto acontecia porque 1 e 2 Samuel eram um só livro, 1 e 2 Reis eram um só livro, 1 e 2 Crônicas eram um só livro, Esdras e Neemias eram um só livro, os Doze profetas menores eram um só livro, sendo que este 24 são os mesmo 39 que temos hoje. Flávio Josefo, historiador judeu os reduziu posteriormente a 22 livros, em correspondência às 22 letras do alfabeto hebraico, combinando Rute com Juizes e Lamentações com Jeremias.

Afirmar que os judeus aceitavam os apócrifos como regra de fé e conduta é chamar Jesus de mentiroso, pois ele citou a crença corrente entre seus conterrâneos ao afirmar: "convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos " (Lc 24.44). Se houve algo em que os judeus foram fieis até a morte, foi em preservar os oráculos divino como temos hoje nos 39 livros do Antigo Testamento.

A VERACIDADE DA HISTÓRIA DO DILÚVIO

A revista começa questionando o dilúvio. Pelos numerosos relatos e narrativas mitológicas da Babilônia temos vários paralelos com os primeiros onze capítulos do livro de Gênesis. Afirmar que "a narrativa do Gênesis é uma apropriação do mito mesopotâmico" é desconhecer a causa. Não encontramos nenhum paralelo na Mesopotâmia, nem no Egito, com as descrições do Jardim do Éden, nem sobre a tentação e queda do homem a não ser na Bíblia. Um dos achados mais importantes da arqueologia é a décima primeira tábua da famosa Epopéia de Gilgamés. Nela e no mito de Atrahasis encontramos várias semelhanças com os relatos bíblicos, veja:

 [1] The Christian Century . Pág. 1329.

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A participação dos evangélicos na política